O que é: Um assistente de inteligência artificial baseado na tecnologia de busca e geração aumentada por recuperação (RAG), treinado especificamente com o acervo documental, normativo e administrativo do CCE. O sistema permite que qualquer membro da comunidade (docente, técnico ou aluno) faça perguntas em linguagem natural e obtenha respostas precisas com base nas fontes oficiais do Centro — sem necessidade de conhecer números de resoluções, fluxos ou estruturas burocráticas.
Como funciona na prática:
O usuário faz uma pergunta direta, como: "Qual o prazo para solicitar compra de reagentes?", "Como funciona o processo de aproveitamento de disciplinas?" ou "Quais os critérios para distribuição de bolsas de iniciação científica?"
O sistema busca nos documentos oficiais do CCE (atas, resoluções, regimentos, fluxos, manuais) os trechos mais relevantes
A IA gera uma resposta clara e contextualizada, sempre citando a fonte exata (resolução X, ata da reunião Y, página Z)
O usuário pode clicar no link da fonte para verificar o documento original
Base de conhecimento inicial (a ser alimentada):
| Tipo de documento | Exemplos |
|---|---|
| Normativos internos | Resoluções do CEPE, regimentos dos departamentos |
| Atas e deliberações | Decisões de colegiados e reuniões da direção |
| Fluxos administrativos | Procedimentos de compras, matrícula, estágio |
| Editais e oportunidades | Bolsas, concursos, programas de pós-graduação |
| Manuais e guias | Orientações para docentes, técnicos e alunos |
Funcionalidades previstas:
Busca inteligente — Perguntas em linguagem natural, sem termos técnicos.
Citação obrigatória de fontes — Toda resposta acompanha o documento original de referência.
Atualização contínua — Novos documentos são incorporados automaticamente à base.
Disponível 24/7 — Acesso via web e aplicativo, sem depender de horário administrativo.
Controle de acesso — Documentos públicos para toda a comunidade; documentos internos conforme permissão (LGPD).
Histórico de perguntas frequentes — As dúvidas mais recorrentes alimentam uma seção de FAQ automatizada.
Benefícios esperados:
Redução de chamados administrativos — Respostas imediatas sem sobrecarregar a secretaria.
Autonomia para a comunidade — Alunos, técnicos e docentes encontram respostas sem intermediários.
Transparência ativa — Não basta publicar documentos; é preciso que as pessoas consigam encontrar a informação.
Memória institucional preservada — Decisões e normativos não se perdem com a troca de gestão.
O que é: Um programa permanente de levantamento, diagnóstico, documentação técnica e captação de recursos para a infraestrutura física do CCE. Não se trata apenas de desenhar plantas, mas de criar um acervo técnico completo e atualizado que sirva de base para todas as decisões de reforma, ampliação, manutenção e busca de financiamento — interno ou externo.
Etapas do plano:
1. Levantamento e diagnóstico
Contratar ou mobilizar equipe técnica para realizar levantamento arquitetônico, estrutural e de instalações (elétrica, hidráulica, lógica, climatização) de todos os prédios do CCE e do espaço da Biblioteca Central.
Registrar o estado de conservação de cada edificação com laudo fotográfico e relatório de necessidades.
Identificar não conformidades (acessibilidade, combate a incêndio, eficiência energética, normas sanitárias).
2. Documentação técnica
Elaborar ou atualizar as plantas baixas de todos os pavimentos de cada prédio, em formato digital editável (CAD/BIM).
Produzir plantas de instalações (elétrica, hidráulica, lógica, climatização) separadas por sistema.
Gerar modelo 3D simplificado do complexo do CCE para visualização espacial e planejamento de obras.
Organizar todo o acervo em repositório digital acessível à direção e aos departamentos.
3. Priorização e projetos executivos
A partir do diagnóstico, classificar as intervenções por prioridade: segurança (emergencial), acessibilidade, conservação, modernização, ampliação.
Elaborar projetos executivos básicos para as intervenções prioritárias (memorial descritivo, cronograma físico-financeiro, orçamento estimado).
Cada projeto deve vir pronto para ser protocolado em editais de fomento.
4. Captação de recursos
Mapear editais de órgãos de fomento (FINEP, CNPq, Capes, Fundação Araucária, BNDES, emendas parlamentares, programas estaduais e federais de infraestrutura universitária).
Preparar dossiês técnicos padronizados para cada projeto, com: justificativa, planta, orçamento, cronograma e contrapartida do CCE.
Manter cadastro atualizado de oportunidades e prazos, com alertas para a direção.
Explorar parcerias público-privadas e chamamento de ex-alunos para colaboração financeira (em articulação com o pilar Excelência).
Entregáveis concretos:
| Entregável | Prazo estimado |
|---|---|
| Diagnóstico completo dos prédios | 6 meses |
| Plantas baixas digitalizadas (CAD) | 12 meses |
| Modelo 3D do complexo CCE | 18 meses |
| Projetos executivos das 3 intervenções prioritárias | 24 meses |
| Dossiês padronizados para captação | 24 meses (contínuo) |
Benefícios:
Planta atualizada permite planejar reformas com precisão, sem "achismos" ou medições emergenciais.
Projetos pré-elaborados aumentam a chance de aprovação em editais — órgãos de fomento exigem documentação técnica completa.
Acervo digital não se perde com troca de gestão, criando memória institucional duradoura.
Base para outras ações do plano de gestão, como a melhoria da acessibilidade, a modernização dos elevadores e a revitalização dos estacionamentos.
O que é: Um programa integrado de diagnóstico, planejamento e execução de melhorias na infraestrutura física do CCE, com foco em três eixos interdependentes: modernização das edificações, acessibilidade universal e mobilidade vertical e horizontal. O programa parte de um estudo técnico detalhado em cada departamento e resulta em um plano de prioridades com prazos, orçamentos e fontes de financiamento.
Diagnóstico inicial
Realizar vistoria técnica em todos os prédios do CCE para avaliar o estado das instalações elétricas, hidráulicas, de climatização, lógica e estrutural.
Identificar prédios e pavimentos com maior necessidade de intervenção (infiltrações, fiação exposta, sistemas obsoletos, problemas de climatização).
Levantar o consumo energético de cada edificação e identificar oportunidades de eficiência energética (substituição de lâmpadas por LED, sensores de presença, painéis solares).
Intervenções previstas
Reforma elétrica e lógica — Substituição de redes obsoletas, adequação à carga atual dos laboratórios e salas, padronização de tomadas e cabeamento estruturado de dados.
Climatização — Revisão e manutenção de aparelhos de ar-condicionado, substituição de unidades com mais de 10 anos, implantação de sistema de controle de temperatura por ambiente.
Eficiência energética — Troca gradual para iluminação LED, sensores de presença em corredores e banheiros, estudo de viabilidade de energia solar fotovoltaica para o complexo.
Pintura e conservação — Programa contínuo de pintura externa e interna, reparo de fissuras, impermeabilização de lajes e coberturas.
Levantamento por departamento
Realizar auditoria de acessibilidade in loco em cada departamento do CCE, com apoio de profissional especializado (arquiteto ou engenheiro com expertise em acessibilidade) e consulta a pessoas com deficiência da comunidade acadêmica.
Para cada edificação, avaliar os seguintes pontos:
| Item avaliado | O que verificar |
|---|---|
| Rampas e inclinações | Existência, inclinação conforme NBR 9050, piso tátil, corrimão duplo |
| Portas e circulação | Largura mínima de 80 cm, maçanetas tipo alavanca, vão livre para cadeira de rodas |
| Banheiros acessíveis | Dimensionamento, barras de apoio, altura de lavatórios, sinalização tátil e visual |
| Sinalização | Placas em braile, contraste visual, sinalização tátil de piso, mapas táteis |
| Elevadores e plataformas | Dimensão da cabine, altura dos botões (braile e relevo), sinalização sonora |
| Mobiliário e equipamentos | Altura de bebedouros, balcões de atendimento, mesas e cadeiras adaptadas |
| Estacionamento | Vagas reservadas (quantidade, localização, sinalização vertical e horizontal) |
| Rotas de fuga | Sinalização sonora e visual para emergências, rota acessível até saída |
Produto da auditoria
Relatório individual por departamento, com fotografias, plantas baixas anotadas e grau de conformidade (conforme / não conforme / parcialmente conforme).
Mapa de acessibilidade do CCE — Planta geral do complexo indicando rotas acessíveis, pontos de melhoria e barreiras arquitetônicas.
Plano de prioridades — Classificação das intervenções por criticidade:
🟥 Emergencial (risco à segurança — prazo: 6 meses)
🟧 Alta prioridade (barreira significativa — prazo: 12 meses)
🟨 Média prioridade (desconforto ou inconveniência — prazo: 24 meses)
🟩 Baixa prioridade (melhoria estética ou complementar — prazo: 36 meses)
Elevadores
Diagnóstico técnico completo de todos os elevadores do CCE: idade, modelo, histórico de manutenções, laudo de segurança, capacidade, estado da cabine e botoeiras.
Modernização prioritária dos elevadores mais antigos, com substituição de painéis de comando, botoeiras (incluindo braile e relevo), sistema de emergência, iluminação de cabine e sinalização sonora de pavimentos.
Manutenção preventiva programada — Contrato contínuo com empresa especializada, com checklist mensal e relatório trimestral para a direção.
Estudo de viabilidade para instalação de elevador ou plataforma elevatória nos prédios que ainda não possuem acesso vertical acessível.
Mobilidade horizontal
Passarelas e corredores — Identificar pontos de estrangulamento, desníveis e obstáculos nas circulações entre prédios.
Piso tátil — Implantar ou complementar piso tátil direcional e de alerta nas rotas principais entre os blocos do CCE.
Sinalização de rotas — Placas direcionais com contraste visual, mapas de localização em pontos estratégicos e sinalização tátil nos acessos.
| Fase | Atividade | Prazo |
|---|---|---|
| 1 | Auditoria de acessibilidade por departamento | 6 meses |
| 2 | Diagnóstico técnico dos elevadores e edificações | 6 meses |
| 3 | Plano de prioridades e orçamento | 8 meses |
| 4 | Intervenções emergenciais (acessibilidade e segurança) | 12 meses |
| 5 | Modernização de elevadores (fase 1) | 18 meses |
| 6 | Reformas estruturais e eficiência energética | 24-36 meses |
| 7 | Monitoramento contínuo e novas auditorias | Anual |
O que é: Um programa estruturado de criação, oferta e gestão de cursos de especialização Lato Sensu com caráter multidisciplinar, desenhados para atrair alunos de diferentes áreas do conhecimento — dentro e fora do CCE — promovendo a integração entre departamentos, centros e setores da UEL e da sociedade.
Princípio orientador: Cursos Lato Sensu tradicionais costumam ser restritos a um único departamento ou área. A proposta é romper esse isolamento, criando programas que combinem competências de diferentes unidades acadêmicas, ampliando o público-alvo, a relevância social e a sustentabilidade financeira dos cursos.
Tipos de cursos multidisciplinares propostos:
| Tipo | Exemplo de combinação | Público-alvo potencial |
|---|---|---|
| Ciência + Gestão | Estatística + Administração | Profissionais de indústria, mercado financeiro, saúde |
| Computação + Aplicação | Ciência da Computação + Biologia/Medicina | Bioinformática, saúde digital, agrotech |
| Exatas + Educação | Matemática/Física + Pedagogia | Professores da educação básica, formadores |
| Dados + Sociedade | Estatística + Ciências Sociais | Analistas de políticas públicas, jornalismo de dados |
| Tecnologia + Negócios | Informática + Economia/Contábeis | Empreendedores, gestores de TI, analistas de negócios |
| Matemática + Finanças | Matemática Aplicada + Economia | Mercado financeiro, seguros, risk management |
Etapas do programa:
Levantar, em cada departamento do CCE, as áreas de expertise com potencial para oferta de cursos Lato Sensu.
Identificar docentes com disponibilidade e interesse em atuar em cursos multidisciplinares.
Mapear demandas da sociedade e do mercado de trabalho regional (indústria, serviços, saúde, educação, agronegócio).
Promover reuniões entre departamentos do CCE e de outros centros (CCB, CESA, CECA, CLCH, etc.) para desenhar cursos conjuntos.
Formalizar parcerias por meio de convênios ou resoluções internas que definam a divisão de carga horária, recursos e certificação.
Estimular a coorientação entre docentes de diferentes áreas.
Elaborar projetos pedagógicos completos para cada curso, com: justificativa, público-alvo, matriz curricular, corpo docente, infraestrutura necessária e viabilidade financeira.
Submeter os projetos à aprovação nos colegiados dos departamentos envolvidos e nas instâncias superiores da UEL (CEPE, Câmara de Pós-Graduação).
Criar um núcleo de apoio à gestão de cursos Lato Sensu na direção do CCE, responsável por dar suporte burocrático, pedagógico e financeiro aos departamentos proponentes
Definir calendário de oferta com periodicidade regular (anual, semestral ou conforme demanda).
Divulgar os cursos de forma ampla, utilizando a conta institucional do CCE, newsletter, parcerias com associações profissionais e empresas da região.
Oferecer turmas especiais para demandas corporativas (empresas, órgãos públicos) com condições diferenciadas.
Estabelecer modelo de precificação que cubra custos operacionais e gere excedente para reinvestimento nos departamentos.
Destinar parte da receita dos cursos para bolsas de estudo a alunos de graduação do CCE em situação de vulnerabilidade.
Utilizar os recursos para melhoria da infraestrutura de ensino (salas, equipamentos, laboratórios).
Benefícios esperados:
Ampliação do público-alvo — Alunos de diferentes formações podem cursar a mesma especialização, aumentando a demanda e a viabilidade financeira.
Integração acadêmica — Docentes de diferentes departamentos passam a colaborar em projetos comuns, fortalecendo a identidade do CCE como centro multidisciplinar.
Captação de recursos — Cursos Lato Sensu bem estruturados geram receita para os departamentos e para o Centro.
Formação continuada da comunidade — Profissionais da região têm acesso a formação de qualidade sem precisar se deslocar para outros centros.
Visibilidade institucional — Cursos inovadores e multidisciplinares posicionam o CCE como referência em ensino de pós-graduação na UEL e no Paraná.
O que é: Um programa estruturado de apoio aos pesquisadores do CCE em todas as etapas da cadeia de inovação — desde a identificação de resultados patenteados ou registráveis, passando pela proteção legal, até a transferência efetiva para o mercado por meio de licenciamento, cessão ou parceria tecnológica.
Etapas do programa:
Realizar censo anual dos projetos de pesquisa em andamento no CCE para identificar resultados com potencial de registro (softwares, patentes de produto, patentes de processo, desenhos industriais, marcas).
Criar banco de dados de inovações do CCE, com descrição técnica, estágio de maturidade (TRL), pesquisadores responsáveis e status de proteção.
Designar um agente de inovação por departamento, responsável por fazer a ponte entre os laboratórios e o núcleo.
Oferecer assessoria jurídica e técnica especializada para orientar os pesquisadores no depósito de patentes (INPI), registro de softwares e demais formas de proteção intelectual.
Elaborar minutas padronizadas de pedidos de patente e registro de software, reduzindo o tempo e a burocracia para o pesquisador.
Custear total ou parcialmente as taxas de depósito e manutenção dos registros, por meio de edital interno de fomento à propriedade intelectual.
Acompanhar o andamento dos pedidos junto ao INPI e demais órgãos, com relatórios trimestrais aos pesquisadores.
Prospectar empresas, startups e instituições interessadas em licenciar as tecnologias desenvolvidas no CCE.
Elaborar contratos de licenciamento com cláusulas claras de royalties, prazos, exclusividade .e contrapartidas de pesquisa.
Estabelecer parcerias com o AINTEC (Agência de Inovação Tecnológica) da UEL e com a Agência de Inovação da universidade para alinhamento institucional.
Organizar rodadas de negociação anuais com o setor produtivo (indústria, agronegócio, saúde, tecnologia).
Oferecer workshops e cursos anuais sobre propriedade intelectual, redação de patentes, registro de software e licenciamento para docentes e técnicos.
Incluir o tema de inovação e transferência de tecnologia em disciplinas de pós-graduação do CCE.
Reconhecer publicamente os pesquisadores que obtiverem registros ou licenciamentos, com destaque nos canais de comunicação do Centro.
Destinar percentual dos recursos oriundos de licenciamento e royalties para reinvestimento no NITT-CCE e nos departamentos de origem.
Buscar editais de fomento à inovação (FINEP, CNPq, Fundação Araucária, BNDES) para estruturar o núcleo.
Firmar convênios com escritórios de propriedade intelectual e incubadoras de empresas.
Benefícios esperados:
| Problema atual | Solução com o NITT-CCE |
|---|---|
| Pesquisador não sabe como patentear | Assessoria técnica e jurídica especializada |
| Processo burocrático desestimula o registro | Minutas padronizadas e custeio de taxas |
| Tecnologia desenvolvida não chega ao mercado | Prospecção ativa de licenciamento |
| Desconhecimento da propriedade intelectual | Capacitação contínua e cultura de inovação |
| Recursos de licenciamento não retornam ao Centro | Modelo de reinvestimento nos departamentos |
O que é: Um programa estruturado e contínuo de escuta, diagnóstico, adequação e modernização das condições de trabalho de todos os servidores técnico-administrativos lotados no CCE. O programa reconhece que cada técnico possui funções, desafios e necessidades específicas — não existe solução única para realidades tão diversas quanto as de um técnico de laboratório, um assistente de secretaria, um analista de TI e um técnico em edificações.
Levantamento por técnico
| Dimensão | Perguntas orientadoras |
|---|---|
| Espaço físico | Você dispõe de estação de trabalho adequada (mesa, cadeira ergonômica, iluminação, ventilação)? |
| Equipamentos | O computador, monitor e periféricos que você utiliza atendem às demandas do seu trabalho? |
| Softwares e sistemas | Você tem acesso aos sistemas e licenças necessários para executar suas funções? |
| Mobiliário | Arquivos, estantes, armários e demais móveis são suficientes e estão em bom estado? |
| EPIs e segurança | Você dispõe dos equipamentos de proteção individual necessários para sua função? |
| Conectividade | A rede, internet e acesso a sistemas internos funcionam adequadamente? |
| Saúde e ergonomia | Você sente desconforto físico relacionado ao seu posto de trabalho (dores nas costas, punhos, visão)? |
| Autonomia | Você tem os recursos necessários para executar suas tarefas sem depender de terceiros? |
Levantamento por setor/departamento
Além do diagnóstico individual, realizar visita técnica in loco em cada secretaria, laboratório, sala técnica e almoxarifado do CCE, com registro fotográfico e relatório de condições.
Identificar problemas estruturais: instalações elétricas inadequadas para equipamentos, falta de climatização, excesso de ruído, problemas de layout, acúmulo de mobiliário obsoleto.
A partir do diagnóstico, cada necessidade é classificada em uma matriz de prioridade:
| Prioridade | Critério | Prazo | Exemplos |
|---|---|---|---|
| 🟥 Emergencial | Risco à saúde, segurança ou impedimento total da função | 30 dias | Cadeira quebrada, computador inoperante, falta de EPI |
| 🟧 Alta | Redução significativa de produtividade ou desconforto grave | 90 dias | Computador com mais de 7 anos, falta de licença essencial |
| 🟨 Média | Melhoria necessária, mas sem impedimento imediato | 180 dias | Monitor adicional, mobiliário antigo mas funcional |
| 🟩 Baixa | Modernização desejável, condições atuais satisfatórias | 12 meses | Upgrade de software, substituição preventiva |
Equipamentos de informática
| Item | Critério de substituição | Padrão mínimo |
|---|---|---|
| Computador desktop/notebook | Mais de 5 anos de uso ou falhas recorrentes | Processador i5 ou equivalente, 16 GB RAM, SSD 256 GB |
| Monitor | Menos de 22 polegadas ou defeitos na tela | Monitor 24" full HD, preferencialmente duplo para funções administrativas |
| Teclado e mouse | Desgaste visível ou falhas | Kit ergonômico com fio ou sem fio |
| Impressora | Mais de 5 anos ou alto custo de manutenção | Impressora multifuncional com rede e scanner |
| Nobreak/estabilizador | Mais de 3 anos ou sem autonomia | Nobreak com autonomia mínima de 15 minutos |
Mobiliário
| Item | Critério de substituição | Padrão mínimo |
|---|---|---|
| Mesa de trabalho | Instável, danificada ou sem espaço adequado | Mesa com dimensão mínima de 1,40m x 0,70m |
| Cadeira | Sem ajuste de altura, braços quebrados ou assento deformado | Cadeira ergonômica com ajuste de altura, encosto lombar e braços reguláveis |
| Arquivo/estante | Lotado, enferrujado ou com gavetas danificadas | Arquivo de aço com gavetas deslizantes |
| Armário | Portas quebradas ou sem chave | Armário individual com chave para pertences pessoais |
Softwares e sistemas
| Necessidade | Ação |
|---|---|
| Pacote Office | Garantir licença atualizada do pacote Office 365 para todos os técnicos |
| Softwares específicos | Levantar e adquirir licenças de softwares técnicos (AutoCAD, SPSS, softwares de laboratório, estatística, design) |
| Sistemas internos | Mapear gargalos nos sistemas da UEL e propor melhorias junto à STI |
| Armazenamento em nuvem | Disponibilizar espaço em nuvem institucional para backup e compartilhamento de arquivos |
Infraestrutura dos postos de trabalho
Climatização — Garantir que todas as salas técnicas e administrativas tenham ar-condicionado em funcionamento, com manutenção preventiva semestral.
Iluminação — Substituir lâmpadas fluorescentes por LED, com iluminância adequada para leitura e trabalho em tela.
Tomadas e cabeamento — Adequar a quantidade de tomadas e o cabeamento de rede em cada posto, eliminando extensões e adaptadores improvisados.
Ventilação e ergonomia — Avaliar necessidade de suportes para monitor, apoio para punhos e pés, e cortinas para controle de luminosidade.
Inventário anual
Orçamento específico
Substituição programada
Canal de solicitação direta
Sala de convivência dos técnicos — Espaço com micro-ondas, geladeira, cafeteira, mesa para refeições e sofá, em local arejado e silencioso.
Ginástica laboral — Parceria com curso de Educação Física para programa semanal de ginástica laboral nos próprios setores.
Pausa assistida — Incentivo à pausa de 15 minutos a cada 3 horas de trabalho contínuo, com sala de descanso disponível.
O que é: Um programa estruturado para identificar, apoiar e valorizar a produção tecnológica dos servidores técnico-administrativos do CCE, reconhecendo que muitos técnicos dominam ferramentas, linguagens e metodologias que podem gerar soluções de software, automações, sistemas e inovações de processo — dentro e fora da universidade.
Censo de habilidades tecnológicas
| Dimensão | O que mapear |
|---|---|
| Linguagens e frameworks | Python, JavaScript, R, PHP, React, Django, Flask, etc. |
| Ferramentas e plataformas | Power BI, Tableau, GIS, AutoCAD, softwares de laboratório |
| Sistemas desenvolvidos | Automações, scripts, sistemas internos já criados informalmente |
| Ideias e projetos | Soluções que o técnico gostaria de desenvolver mas não teve oportunidade |
| Interesse em capacitação | Áreas em que gostaria de se aprofundar (registro de software, licenciamento, empreendedorismo) |
Banco de talentos tecnológicos
Trilha de formação em inovação tecnológica
| Módulo | Conteúdo | Carga horária |
|---|---|---|
| Propriedade intelectual | Direitos autorais de software, diferença entre patente e registro, INPI, LGPD aplicada a sistemas | 8h |
| Registro de software | Passo a passo do registro no INPI, documentação necessária, código-fonte vs. manual técnico | 4h |
| Licenciamento | Modelos de licença (open source, comercial, SaaS), contratos de licenciamento, royalties | 8h |
| Empreendedorismo tecnológico | Modelo de negócio, validação de mercado, spin-offs acadêmicos, captação de investimento | 12h |
| Desenvolvimento ágil | Metodologias ágeis, MVP, prototipação rápida, versionamento (Git) | 16h |
Ofertas semestrais com certificação, abertas prioritariamente aos técnicos do CCE.
Parceria com cursos de Computação, Administração e Direito da UEL para ministrar módulos específicos.
Laboratório de Inovação Tecnológica (LabInova CCE)
Espaço físico compartilhado com estações de trabalho, servidores de teste, acesso a softwares e licenças de desenvolvimento.
Disponível para técnicos que não dispõem de infraestrutura adequada em seus setores para desenvolver projetos.
Horário estendido (incluindo noturno) para desenvolvimento fora do expediente regular.
Horas de desenvolvimento
Hackathons e maratonas internas
Evento semestral de hackathon do CCE, com equipes mistas (técnicos + docentes + alunos), para resolver problemas reais do Centro.
Premiação para as melhores soluções: bolsa de desenvolvimento, equipamentos ou apoio para registro.
Núcleo de apoio ao registro (em articulação com o NITT-CCE)
Assessoria jurídica e técnica especializada para orientar o técnico no depósito de registro de software no INPI.
Minutas padronizadas de pedidos de registro, reduzindo burocracia.
Custeio das taxas de depósito e manutenção dos registros, por meio de edital interno.
Acompanhamento do andamento dos pedidos junto ao INPI, com relatórios trimestrais ao técnico.
Edital interno de fomento
Lançamento anual de edital com recursos para:
Aquisição de equipamentos e licenças para projetos de desenvolvimento.
Bolsas de desenvolvimento para técnicos (em parceria com programas de extensão).
Custeio de taxas de registro de software e patentes.
Prospecção de mercado
O NITT-CCE prospecta empresas, startups e instituições interessadas em licenciar as soluções desenvolvidas pelos técnicos.
Participação em rodadas de negociação anuais com o setor produtivo.
Modelo de compartilhamento de receitas
| Destino | Percentual |
|---|---|
| Técnico desenvolvedor (pessoalmente) | 30% |
| Departamento de lotação | 25% |
| NITT-CCE (reinvestimento no programa) | 20% |
| Fundo de inovação do CCE (bolsas e novos projetos) | 25% |
Licenciamento não-exclusivo para a UEL
Selo Técnico-Inovador CCE
Certificação anual concedida aos técnicos que registrarem softwares ou obtiverem licenciamentos.
Destaque na newsletter, conta institucional e relatório de gestão.
Prêmio Potencializa CCE — Categoria Inovação Técnica
Progressão na carreira
Programa de Diagnóstico, Fortalecimento e Integração de Empresas Juniores e PETs do CCE
O que é: Um programa permanente de escuta, diagnóstico e apoio às Empresas Juniores (EJs) e Programas de Educação Tutorial (PETs) vinculados ao CCE, com ações customizadas a partir das demandas específicas de cada grupo e empresa, reconhecendo que cada um possui estágio de maturidade, necessidades e potencialidades distintas.
Antes de qualquer ação, o programa realiza um levantamento detalhado com cada EJ e PET do CCE, por meio de formulário padronizado e entrevista com a diretoria/membros. O diagnóstico mapeia:
| Dimensão | O que levantar |
|---|---|
| Estrutura organizacional | Número de membros, cargos, rotatividade, processo seletivo |
| Infraestrutura | Sala própria, mobiliário, computadores, acesso à internet, impressão |
| Orientação e tutoria | Professor orientador/tutor, frequência de reuniões, qualidade do apoio |
| Projetos e serviços | Portfólio atual, clientes atendidos, receita gerada, projetos de pesquisa/extensão |
| Capacitação | Treinamentos recebidos, áreas de conhecimento com maior lacuna |
| Gestão financeira | Fluxo de caixa, prestação de contas, captação de recursos |
| Visibilidade | Presença digital, divulgação no CCE e na UEL, parcerias externas |
| Dificuldades declaradas | Principal gargalo apontado pela diretoria |
A partir do diagnóstico, as ações são definidas conforme o estágio de maturidade de cada EJ ou PET:
🔵 Empresas Juniores em estágio inicial (menos de 2 anos)
| Demanda típica | Ação de apoio |
|---|---|
| Falta de sala ou espaço físico | Priorizar cessão de sala no CCE com mobiliário básico |
| Processos seletivos desestruturados | Oferecer modelo padronizado de edital e roteiro de entrevistas |
| Baixo conhecimento do MEJ (Movimento Empresa Júnior) | Promover integração com o Núcleo UEL Júnior e EJs mais experientes |
| Dificuldade em captar clientes | Apoiar na elaboração de portfólio e estratégia de prospecção |
| Falta de capacitação técnica | Oferecer vagas prioritárias em minicursos e workshops do CCE |
🔵 Empresas Juniores em estágio intermediário (2 a 5 anos)
| Demanda típica | Ação de apoio |
|---|---|
| Precariedade de equipamentos | Destinar recursos para compra de computadores e licenças de software |
| Rotatividade elevada de membros | Apoiar na criação de plano de carreira e retenção de talentos |
| Gestão financeira amadora | Oferecer capacitação em fluxo de caixa, precificação e contratos |
| Baixa visibilidade no CCE | Destacar cases de sucesso na newsletter e conta institucional |
| Dependência excessiva de poucos membros | Apoiar na estruturação de processos e documentação do conhecimento |
🔵 Empresas Juniores em estágio consolidado (mais de 5 anos)
| Demanda típica | Ação de apoio |
|---|---|
| Expansão para novos mercados | Apoiar prospecção de clientes fora da UEL e parcerias com empresas |
| Inovação em serviços | Incentivar desenvolvimento de novos produtos/serviços com base em pesquisa |
| Internacionalização | Apoiar participação em eventos e premiações nacionais/internacionais |
| Sustentabilidade financeira | Auxiliar na diversificação de receitas e planejamento estratégico |
| Sucessão da diretoria | Oferecer programa de transição e mentoria para novas gestões |
🔵 PETs (todos os estágios)
| Demanda típica | Ação de apoio |
|---|---|
| Espaço físico inadequado | Priorizar sala adequada com infraestrutura para reuniões e estudos |
| Integração entre PETs do CCE | Promover encontros periódicos entre PETs de diferentes departamentos |
| Captação de recursos para eventos | Apoiar na elaboração de projetos para editais de extensão e cultura |
| Visibilidade das atividades | Divulgar projetos e resultados na newsletter e conta institucional |
| Renovação de tutoria | Apoiar o processo junto à Pró-Reitoria de Graduação |
Além das ações por perfil, o programa oferece:
Ciclo anual de capacitação — Minicursos de gestão, finanças, marketing, vendas, liderança e soft skills, abertos a todas as EJs e PETs do CCE.
Feira de EJs e PETs do CCE — Evento semestral para apresentação dos projetos e serviços à comunidade acadêmica e ao setor produtivo regional.
Espaço físico compartilhado — Sala multiuso com estações de trabalho, armários individuais e sala de reunião, para uso rotativo das EJs e PETs que não possuem sede própria.
Banco de talentos — Cadastro de alunos do CCE interessados em participar de EJs e PETs, facilitando o recrutamento.
Prêmio Potencializa CCE — Reconhecimento anual à EJ e ao PET com melhores resultados, com destaque nos canais de comunicação e premiação em infraestrutura.
Relatório semestral de cada EJ e PET, com indicadores de desempenho (projetos realizados, receita, membros capacitados, clientes atendidos).
Reunião anual da direção do CCE com as diretorias das EJs e tutores dos PETs para alinhamento de expectativas.
Atualização bienal do diagnóstico, para reclassificação do estágio de maturidade e redefinição das ações de apoio.